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Por | 25.out.2011

marcelo-yuka

“Paz sem voz não é paz é medo”. Essa é uma das frases que resumem a densidade do discurso de Marcelo Yuka, personagem central de uma história sem bom-mocismo ou revolta, mas que tem muito a ensinar para a sociedade.

Há mais ou menos duas semanas, na iminência da volta d’O Rappa aos palcos, Yuka resolveu dar voz a si mesmo no documentário Marcelo Yuka no Caminho das Setas. E como em muitos outros momentos em que conta sobre sua vida, o músico diz sem medo de julgamentos e preconceitos.

O ex-baterista da banda, que ficou paraplégico em 2000 após levar nove tiros em um assalto, era a cabeça criativa e o líder d’O Rappa, e projetou o grupo na música brasileira com sucessos como Me Deixa, Rodo Cotidiano e a citada Minha Alma (A paz que eu não quero).

Por questões de dinheiro e porcentagens de direitos autorais, Yuka se desligou da banda, mas deixou registrados, e ainda deixa, seus questionamentos sobre a justiça social, a política e a sociedade brasileira.

No documentário, dirigido por Daniela Broitman, o músico e os ex-parceiros de banda expõem opiniões sobre a separação que, definitivamente, fincou um marco na carreira d’O Rappa e do próprio Yuka.

Mais do que isso, o filme mostra como o baterista encarou a “falta de paz” causada pelo acidente, lutando por acessibilidade para os deficientes físicos e levantando debates sobre a segurança pública no Brasil.

Marcelo Yuka no Caminho das Setas estreou no Festival do Rio na Mostra Competitiva da Première Brasil e ganhou o prêmio de melhor montagem para Jordana Berg.

Em São Paulo, foi selecionado para a 35ª Mostra Internacional de Cinema e tem duas exibições:

Sábado, 29 de outubro – 00h20

UNIBANCO ARTEPLEX 3 (Rua Frei Caneca, 569 -Shopping Frei Caneca – 3ºpiso)

Segunda, 31 de outubro – 14 horas

RESERVA CULTURAL 1 (Avenida Paulista, 900, Térreo Baixo, Bela Vista)

O documentário ainda não está em circuito comercial. Confira o trailer:

Direção e roteiro de Daniela Broitman com fotografia de Reynaldo Zangrandi, montagem de Jordana Berg e trilha sonora de Berna Ceppas.

Por | 26.set.2011

O Mineiro e o Queijo

O diretor mineiro Helvécio Ratton prepara-se para lançar seu novo filme, um documentário sobre o queijo minas, um produto tradicional eleito patrimônio cultural do Brasil, que é proibido de ser comercializado em outros estados, além de Minas Gerais.

O doc quer levantar a discussão sobre a proibição, baseada numa lei federal de 1952, que atinge diretamente os pequenos produtores e produtores artesanais.

A estréia aconteceu na sexta, dia 23, em Belo Horizonte, e dia 30/09 o filme chega aos cinemas de Sâo Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza.

“O Mineiro e o Queijo” foi dirigido por Helvécio Ratton (O Menino Maluquinho, Uma onda no ar, Pequenas Histórias). Produção da Quimera Filmes.

Por | 18.set.2011

A-horta-do-seu-Geraldo

Termina hoje em Pirenópolis (GO) o 2º Festival Internacional de Cinema e Alimentação - Slow Filme.

O evento une cinema e comida, com uma filosofia bem particular que tem se expandido ao redor do mundo: a slow food. O pensamento, como se pode imaginar, nada contra a corrente da cultura dos fast foods, e prioriza a boa alimentação, a tranquilidade na hora de comer e a celebração do alimento e das tradições regionais na culinária. Bacana, né?

Paralelo à mostra de filmes, desde o dia 15, o Festival tem promovido degustações, visitas às plantações, jantares e oficinas.

Além de exibir documentários de diversos países como Chile, Itália, França e Hungria, o Festival foi palco para o lançamento de  duas produções nacionais: “O mineiro e o queijo”, de Helvécio Ratton, e “A horta de seu Geraldo”, de Fernando Bola, que encerra a programação hoje, às 19 horas.

Confira trechos dos dois documentários:

 

Por | 15.jul.2011

Para quem quer curtir um cinema nesta sexta-feira sem gastar nada e conhecer mais sobre a música nacional, o documentário “Daquele instante em diante” é uma ótima opção. A produção que conta a história do músico Itamar Assumpção está em cartaz em várias salas do Espaço Unibanco e faz parte do projeto ICONOCLÁSSICOS promovido pelo Itaú Cultural.

O documentário de Rogério Velloso traz imagens de acervos e arquivo particular do Nego Dito, como era conhecido, desde os anos da vanguarda paulista na década de 1980 até a sua morte aos 53 anos, além de entrevistas daqueles que conviveram com o artista.

As sessões gratuitas acontecem até o final de julho.

Por | 11.jul.2011

Na próxima quarta-feira, 13 de julho, o mundo comemora o dia do Rock, também conhecido (por mim) como o dia dos loki. |m|

E para celebrar a data, o Canal Brasil inicia o projeto Cine Chat Brasil com o documentário Loki – Arnaldo Baptista, um dos mais belos registros da vida do eterno Mutante que trouxe poesia e transcendência para esse ritmo doido.

 

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Por | 24.jun.2011

Se para você a cena emblemática do nosso futuro é o Cristo Redentor desmoronando, o documentário 2012: Tempo de Mudança pode fazer você mudar de ideia. Seguindo uma linha extremamente oposta, mais otimista, a produção de João Amorim, que estreia no dia 1° de julho em São Paulo e já está em cartaz no Rio de Janeiro, é uma corrente de bons ares e esperança para quem morre de medo de chegar (e morrer) no ano que vem.

O documentário de 85 minutos é guiado pelo mote do jornalista americano Daniel Pinchbeck, autor do bestseller “2012: The Return of Quetzalcoatl” (leia a introdução) que, entre outras ideias, discute sobre a profecia dos maias para 2012. São colocados em pauta assuntos como meditação, busca do equilíbrio, ações sustentáveis e preceitos de solidariedade que poderiam evitar que o mundo caia em nossas cabeças.

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Por | 12.mai.2011

Este é o primeiro teaser liberado pelos produtores do documentário “Rock Brasília, Ninguém Segura Essa Utopia”.

A entrevista com Renato Russo é apenas um trecho do valioso arquivo pessoal de Vladimir Carvalho contendo oito horas de imagens nunca antes exibidas das bandas Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial, que surgiram em Brasília há mais de 20 anos e transformaram a cidade no palco do rock nacional.

No ano em que se celebra o aniversário de 50 anos de Brasília, Vladimir Carvalho narra o surgimento da cena roqueira da Capital Federal em meio aos últimos vestígios da ditadura militar. O filme costura o desenvolvimento da primeira manifestação cultural verdadeiramente brasiliense a conquistar o Brasil, através de imagens, sons e entrevistas com as bandas Legião Urbana, Plebe Rude Capital Inicial e Paralamas do Sucesso, realizadas desde 1988. Direção de Vladimir Carvalho e Produção de Marcus Ligocki.

Por | 11.mai.2011

O documentário “Rock Brasília, Ninguém Segura Essa Utopia” idealizado e dirigido por Vladimir Carvalho, narra a história da cena musical da capital brasileira nos anos 80, através de imagens raras e depoimentos intimistas.

Em um trecho divulgado, vemos Carmem Manfredini, mãe de Renato Russo, falando sobre o momento em que o filho lhe revelou sua sexualidade.

Vladimir Carvalho conta que a ideia do filme surgiu em 1988, quando deparou-se com a influência do rock’n roll sobre os jovens da capital, em uma época em que a tensão da ditadura e outras aflições eram relatadas em letras de músicas das cerca de 200 bandas da cidade.

Entrevistas com Renato Russo, depoimentos de Dinho Ouro Preto (Capital Inicial) e Philippe Seabra (Plebe Rude) e uma série de imagens emocionantes compõem este documentário co-produzido pelo Canal Brasil, num verdadeiro relato à juventude brasileira nos últimos anos.

Por | 23.abr.2011

A Cinemateca brasileira realiza, a partir de 26 de abril, uma mostra em homenagem à escritora Lygia Fagundes Telles, que completou 88 anos na última terça-feira (19).

Na programação, filmes selecionados por Lygia, como “O poderoso chefão”, “E o vento levou” e “O último tango em Paris”, e longas baseados em suas obras.

Destaque para “As meninas”, produção homônima ao livro publicado em 1973 e premiado em 1974 com um Jabuti. No longa, Drica Moraes, Adriane Esteves e Claudia Liz são três jovens que se conhecem em um pensionato em São Paulo durante a ditadura militar e se tornam muito próximas, apesar das diferentes personalidades.

A mostra ainda tem o documentário “Lygia por Lygia”, produzido por Paulo Markun e Ricardo Elias em 2009, com depoimentos e situações da vida da escritora interpretadas por atores.

A homenagem vai até 15 de maio. Todas as sessões acontecem na Cinemateca, que fica no Largo Senador Raul Cardoso, 207 (próximo ao Metrô Vila Mariana), em São Paulo. Ingressos custam R$ 8, e estudante paga meia.

Confira a programação completa aqui.

Por | 19.fev.2011

O diretor inglês Julien Temple, responsável pelo documentário “O Lixo e a Fúria” (sobre a icônica banda Sex Pistols) está preparando outro trabalho no mesmo formato, o longa intitulado “Children of the Revolution” (crianças da revolução, na tradução livre e literal).

Segundo o site Screen Daily, o longa abordará “as revoluções musicais, políticas e culturais que aconteceram no Rio de Janeiro desde os anos 70, passando pelo lendário festival Rock in Rio em 1985 até os dias de hoje; um período em que o país deixou de ser uma opressiva ditadura militar para se tornar uma das democracias mais vibrantes do planeta”!

Julien Temple virá ao Brasil em setembro, durante o Rock in Rio para filmar as seqüências na cidade maravilhosa.

Imaginem daqui há alguns anos, as próximas gerações assistindo à este documentário e você tendo a certeza de que parte daqueles gritos que abalaram as estruturas do Rock in Rio 2011 vieram de sua garganta? Para quem se empolgou, segue link com as atrações já confirmadas!

Por | 17.fev.2011


Aproveitando a deixa do carnaval, passei para divulgar um documentário que estreou este mês nas salas de cinema do país.

Em “O samba que mora em mim”,  a diretora Georgia Guerra- Peixe nos leva por um passeio intimista pelo Morro da Mangueira, acompanhando o dia a dia de alguns personagens, deixando que eles nos contem suas histórias e contando ela mesma um pouco de suas vivências, intrinsecamente ligadas ao samba.

O documentário utiliza uma linguagem poética muito particular, que parece ter sido construída aos poucos, misturando elementos cotidianos da comunidade, a paixão e o resgate da própria diretora, o modo como algumas imagens foram captadas (Georgia caminhava pelo morro com uma steadicam) e o trabalho caprichado com a trilha sonora, que acompanha o ritmo das caminhadas pelo Morro da Mangueira.

Não espere, aliás, ouvir o samba tradicional na trilha. Este samba, como nos mostra a diretora, já não está mais nos becos e ruelas do morro.

Através do trailer, que é uma pequena obra de arte à parte, podemos perceber um pouco do clima, da riqueza e da linguagem que o documentário promete oferecer. “O samba que mora em mim” ganhou o Prêmio do Júri da Mostra de Cinema de São Paulo.

“O samba que mora em mim” é um documentário ambientado no Morro de Mangueira, na cidade do Rio de Janeiro, no período do pré-carnaval. O ponto de partida é a quadra da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, lugar do reencontro da diretora Georgia Guerra-Peixe com sua própria história. É no inicio do documentário, em primeira pessoa, que a diretora conta o que o carnaval sempre significou na sua família e na sua vida. Da quadra, ela parte para subir o morro pela primeira vez, movida pelo desejo de ir além do samba. “Se eu pudesse calar uma escola de samba….” O olhar muito particular da diretora conduz este deixar-se ir continuo pelo morro; um caminhar que naturalmente vai adquirindo variações melódicas e cadências rítmicas diferentes, resultando na composição do que poderia ser chamado de samba enredo documental ou um samba de olhar. Além da quadra mora o samba de Georgia Guerra-Peixe. Um samba que é jeito de ser, de viver e também, mas não só, de cantar e dançar.

Por | 26.nov.2010

Estréia hoje no Brasil o documentário “Vida Sobre Rodas”, do diretor Daniel Baccaro.

O filme conta a trajetória do skate brasileiro nas últimas décadas através das histórias e manobras dos 4 maiores ídolos nacionais da atualidade, Bob Burnquist, Cristiano Mateus, Lincoln Ueda e Sandro Dias.

Seus depoimentos, assim como de jornalistas e empresários, nos apresentam as provações e superações do esporte, desde sua marginalização até sua consagração.

Tanto para quem acompanha de perto o movimento no Brasil, tanto para quem nunca deu muita importância para o esporte, vale a pena conhecer e respeitar esta história.

“Vida Sobre Rodas” conta a trajetória do skate brasileiro nas últimas décadas através das histórias e manobras dos 4 maiores ídolos nacionais da atualidade, Bob Burnquist, Cristiano Mateus, Lincoln Ueda e Sandro Dias. Direção de Daniel Baccaro.











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