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Por | 11.jan.2010

Mais um doc que estréia na sexta. “O Homem Que Engarrafava Nuvens” fala sobre a obra de Humberto Teixeira, criador de clássicos do baião, grande parceiro de Luiz Gonzaga. Trailer abaixo:

Documentário musical sobre a vida e a obra do compositor, advogado, deputado federal e criador das leis de direitos autorais, Humberto Teixeira, também conhecido como “O Doutor do Baião” pela autoria de clássicos populares como “Asa Branca”. O filme acompanha sua filha, Denise Dummont, numa viagem em busca de aprender mais sobre o pai. “O Homem que Engarrafava Nuvens” é uma celebração da obra artística e musical de Teixeira. O baião é redescoberto agora e registrado por algumas estrelas mais vibrantes do Brasil. Direção de Lírio Ferreira (Árido Movie, Baile Perfumado), com depoimentos de David Byrne, Caetano Veloso, Chico Buarque de Hollanda, Bebel Gilberto, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Gal Costa, Zeca Pagodinho, Denise Dummont¹, Luiz Gonzaga.

Por | 11.jan.2010

Na sexta (15/01) estréiam 2 docs e uma ficção. Entre eles está “Só Dez Por Cento é Mentira” que fala da vida e obra do poeta Manoel de Barros. Vê só o trailer:

Documentário que faz um mergulho na biografia inventada e nos fantásticos versos do poeta sul-mato-grossense Manoel de Barros. Um painel revelador da linguagem do poeta, considerado o mais inovador em língua portuguesa, é construído por meio de entrevistas inéditas do escritor, versos de sua obra e depoimento de “leitores contagiados” por sua literatura. As fronteiras convencionais do registro documental são ultrapassadas por meio da linguagem visual inventiva, pelo uso da dramaturgia, criação de recursos ficcionais e com representações gráficas alusivas ao universo extraordinário do poeta. Manoel de Barros tem 92 anos de idade, 20 livros publicados, mora em Campo Grande e é o escritor brasileiro que mais vende no gênero poesia. Direção de Pedro Cezar e depoimentos de Manoel de Barros, Bianca Ramoneda, Joel Pizzini, Paulo Giannini, Adriana Falcão, Fausto Wolff.

Por | 07.jan.2010

Não é uma reunião política na porta do Cinemark.

Parece que depois de empreitada megalomaníaca de “Lula – O Filho Brasil”, outros ex-presidentes terão sua história contada no cinema. Bruno Barreto, irmão de Fábio, se prepara para filmar a vida de Fernando Collor de Melo, com base no livro Notícias do Planalto, de Mário Sérgio Conti.

Já Fernando Henrique Cardoso participará de um documentário chamado “Rompendo o Silêncio”, discutindo a legalização das drogas no Brasil.

José Sarney não quer ficar atrás e já acertou com o cineasta Silvio Tendler a criação de um documentário sobre sua vida política, que segundo o diretor “não é um filme para botar panos quentes em nada”. Mesmo assim, os escândalos do Senado em 2008 não farão parte da abordagem do doc. A produção ainda não tem data de lançamento por não ter começado a captação de dinheiro, e o ex-presidente não participará dos investimentos para não causar desconfiança.

Existem projetos também para a cinebiografia de Getúlio Vargas, dirigida por Daniel Filho (O Primo Basílio, Chico Xavier), e a de Jânio Quadros, por Paulo Figueiredo (O Medium).

Políticos talvez tenham boas histórias para serem contadas, com intrigas e histórias secretas, aquela coisa “você conhece essa pessoa, mas não sabe a história toda” (onde eu vi isso?), ou então a captação de dinheiro seja facilitada pela rede de contatos, no caso dos vivos. A verdade é que políticos são os personagens com uma grande necessidade de redenção, e o cinema é especialista em falar sobre isso. Cinebiografia é o novo busto em praça pública.

Por | 04.jan.2010

Dia 08 (sexta), a única estréia nacional é o documentário sobre o polêmico Paulo Francis, que morreu em 97, de ataque cardíaco. Muitas imagens foram aproveitadas do especial GNT dos 10 anos de morte do jornalista, mas os depoimentos de amigos e figuras públicas são todos inéditos, e falam do caso da Petrobrás, que teria contribuido para sua morte repentina.

Paulo Francis transformou o jornalismo brasileiro. À sua maneira, denunciou a impossibilidade de existência de vida inteligente no pensamento dominante – não importa que pensamento fosse dominante no momento. Influenciou diretamente toda uma geração. Foi combativo e irreverente, porque nunca fez parte do seu cardápio ser reverente a coisa alguma. Para os amigos, porém, Francis foi apenas um ser humano cuja dedicação e generosidade o tornavam especial. “Caro Francis” é justamente um painel afetuoso sobre um amigo. A tentativa de revelar a história de um homem que se tornou público, a partir das amizades que cultivou. Um exercício de escolha entre os múltiplos Francis que se espalhavam em torno das pessoas que circulavam ao seu redor. Escrito e dirigido por Nelson Hoineff (Alô, Alô, Terezinha!), o doc tem depoimentos de Sonia Nolasco, Fernando Henrique Cardoso, Hélio Costa, Nelson Motta, José Serra, Ruy Castro, Fernanda Montenegro, Boris Casoy, Diogo Mainardi, Caio Túlio Costa, Luiz Erlanger, Carlos Nasser, Fausto Wolff, Fernando Jorge, Lúcia Guimarães.











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