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Por | 13.fev.2012

O Portal Universia Brasil reuniu 20 livros sobre o cinema nacional para serem baixados gratuitamente em PDF.

Entre as obras, estão biografias de cineastas, roteiros de filmes e críticas.  Destaque para o roteiro de Salve Geral, de Sérgio Rezende, e Quanto vale ou é por quilo?, de Sérgio Bianchi.

Os livros fazem parte da coleção Aplauso, criada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, que ainda conta com obras sobre teatro, TV e música.

Confira a lista completa das obras sobre o cinema brasileiro.

Por | 13.jan.2011

2011 já começou bem com a comentada comédia “De pernas pro ar”, mas muitos outros filmes estão em produção. Veja na sequência 5 apostas do SalaBR pra divertir você nos próximos meses.

VEJA TAMBÉM OS ÚLTIMOS TRAILERS DE FILMES BRASILEIROS E AS ESTRÉIAS MAIS RECENTES.

“Brasil Animado”

Brasil Animado

Brasil Animado 3D

É o primeiro filme brasileiro em 3D! Ok, é uma animação… mas também tem live-action e interação entre as duas técnicas. Já publiquei o trailer dele por aqui.

A sinopse fala dos personagens Stress e Relax viajando através do Brasil atrás do “Grande Jequitibá Rosa”, descobrindo as belezas naturais e a cultura brasileira. O diretor Fernando Meirelles faz uma ponta como ele mesmo. Isso me lembrou a “Megaliga MTV de Vjs Paladinos”.

Título: “Brasil Animado”
Diretor: Mariana Caltabiano
Elenco: Eduardo Jardim, Fabiano Perez, Mariana Caltabiano, Fernando Meirelles.
Estréia: 21.01.2011

“As Mães de Chico Xavier”

As mães de Chico Xavier

O filme é centrado na vida de três mães com diferentes problemas em relação a seus filhos: drogas, gravidez indesejada, ausência do marido, morte. Nelson Xavier volta a interpretar o medium Chico Xavier. O ator foi relutante, com medo de criar um rótulo pra si mesmo, mas acabou aceitando a participação.

“As Mães” é a grande aposta para o cinema espírita brasileiro em 2011, dando continuidade aos trabalhos de “Nosso Lar” e “Chico Xavier”.

Título: “As Mães de Chico Xavier”
Diretor: Glauber Filho e Halder Gomes.
Elenco: Caio Blat, Cristiane Gois, Daniel Dias da Silva, Gabriel Pontes, Gustavo Falcão, Herson Capri, Joelson Medeiros, Nelson Xavier, Neusa Borges, Paulo Goulart Filho, Tainá Müller, Vanessa Gerbelli, Via Negromonte.
Estréia: 01.04.2011

“Lutas”

Lutas

Uma animação para o público adulto, acho que isso nunca aconteceu no Brasil. O roteirista Luis Bolognesi dirige seu segundo longa, numa grande empreitada que deixou muita gente curiosa e com boas expectativas.

O filme reconta momentos históricos do Brasil através de um personagem que vive mais 600 anos, interpretado por Selton Mello.

Título: “Lutas”
Diretor: Luis Bolognesi
Elenco: Camila Pitanga, Selton Mello.
Estréia: 02.09.2011

“VIPS”

Vips

Wagner Moura intepreta 6 personagens diferentes pra retratar a vida absurda de Marcelo Nascimento, um mentiroso profissional que viajou o Brasil se passando por policial, líder do PCC e dono da Gol.

O filme é baseado no livro da Mariana Caltabiano (olha ela de novo), que também virou um documentário.

Título: “VIPS”
Diretor: Toniko Melo
Elenco: Wagner Moura, Juliano Cazarré, Jorge D’Elía, Gisele Fróes, Arieta Correia, Roger Gobeth, Norival Rizzo, João Francisco Tottene, Amaury Jr.
Estréia: 25.05.2011

“Bruna Surfistinha”

Bruna Surfistinha

Quase auto-explicativo: fala de sexo, prostituição, conta a história de uma web celebrity e é protagonizado por Deborah Secco, que estará diariamente na tv no próximo semestre, interpretando uma personagem na novela das 9, na TV Globo. Va colar? Veremos.

Mas “Bruna” já é uma produção comentada e um dos temas mais buscados aqui no blog. A Imagem Filmes está preparando 400 cópias e estima que este número pode chegar a 500. Nada mal!

Título: “Bruna Surfistinha”
Diretor: Marcus Baldini
Elenco: Deborah Secco, Cristina Lago, Danielle Winits, Drica Moraes, Fabiula Nascimento, Cássio Gabus Mendes, Guta Ruiz.
Estréia: 25.02.2011

Por | 07.mai.2010

Dia das mães é no próximo domingo, e em homenagem àquelas que nos conceberam, criaram e aguentaram por todos esses anos, o SalaBR faz um top 5 de mães inusitadas do cinema brasileiro.

São aquelas adotivas, temporárias ou emprestadas, que abdicaram um pouco de suas vidas para cuidar de pobres crianças abandonadas e perdidas, mesmo que não tenham saído de seu ventre.

Malucas, histéricas, bruxas, duras, são todos adjetivos positivos para descrever essas mulheres abaixo, porque são características que afloram em seu exercício pleno da maternidade.

5. Violante Miranda – Dona Violante Miranda (1960)

Considerada a melhor interpretação de Dercy Gonçalves no cinema, Dona Violante dá nome a um dos grandes filmes da Companhia Vera Cruz.

A personagem é uma milionária dona de um bordel, que adota cria a filha de uma de suas prostitutas após sua morte. Quando a menina cresce e vai se casar com um rapaz de família tradicional, o passado começa a ser revirado.

Politizada, defensora do nacionalismo, com uma voz esganiçada, Dona Violante conhece seus direitos e sabe se defender, como mostra o vídeo abaixo.

4. Morgana Astrobaldo Stradivarius Victorius -
Castelo Rá-Tim-Bum – O Filme (1999)

Presente no imaginário de um monte de jovens adultos, Morgana é a tia-avó do bruxo Nino, interpretada por Rosi Campos. Figura mezzo engraçada mezzo assustadora de 6 mil anos, que vive na torre do castelo.

Personagem do melhor filme infantil nacional já feito, a feiticeira é a figura feminina presente na vida do menino, enquanto seus pais fazem uma longa viagem pelo mundo (que já dura alguns anos). Aconselha, ajuda e educa Nino, e por isso é a mãe número 4 nessa lista inusitada.

3. Carmita – Durval Discos (2002)

Com idade avançada e filho criado, Carmita redescobre a alegria de cuidar de uma criança quando sua empregada “esquece” a filha na sua casa. Vira então uma mãe-avó superprotetora, que prepara quitutes, entra nas brincadeiras e até compra um cavalo pra passear com a menina pela cidade. É louca pela menina.

Apesar do foco do filme ser Durval e sua loja de discos, Etty Fraser rouba a cena e é responsável pelo final fantástico e bizarro, ganhando o posto de mãe inusitada número 3.

2. Verônica – Verônica (2009)

Professora há mais de 20 anos, sem filhos, estressada, Verônica vira mãe emprestada quando um de seus alunos perde os pais. Desse momento em diante, deixa de ser professorinha e desperta seu lado bad-ass pra proteger o menino da conspiração entre bandidos e polícia.

Seu instinto maternal desperto a leva a enfrentar situações limite, como aprender a usar uma arma, e amarra a ótima fase de Andrea Beltrão no cinema.

1. Dora – Central do Brasil (1998)

Um dos melhores dramas brasileiros, rendeu duas indicações ao Oscar e vários prêmios pelo mundo. Fernandona é Dora, mulher solitária que vive de escrever cartas para pessoas analfabetas na Central do Brasil, no Rio de Janeiro.

Conhece Josué quando sua mãe dita uma carta para o marido, e morre atropelada logo depois. Dora abriga o menino e parte numa viagem pelo Brasil, para entregá-lo de volta ao pai.

Durante essa convivência sua dureza é aos poucos desfeita, criando um laço forte e comovente, que muda sua vida e a de Josué, e garante um final cheio de lágrimas.

Apesar do desfecho final (que pode ser visto logo abaixo do trailer), Dora é a mãe número 1 da lista, porque atravessa um país continental com uma criança desconhecida, num ato de bondade único.

Por | 17.dez.2009

Começar um blog no meio de dezembro é meio caótico, mas uma das coisas bacanas é ter pretextos para criar listas. E com uma década terminando, melhor ainda.

Lembrando que reflete minha opinião pessoal, e está limitada aos filmes que eu assisti. A outra opção seria apelar aos resultados dos festivais ou à quantidade de espectadores nas salas. Acredite, seria mais confuso. Em 2007, enquanto o Festival de Brasília premiava o (insira seu adjetivo pejorativo) Cleópatra, o público abençoava o Capitão Nascimento.

Para manter uma certa ordem, excluí documentários, deixando de lado coisas boas, como Estamira. Por precaução, criei também uma cota de apenas um filme com temática de tráfico e favela. E os filmes com o Selton Melo ganhariam uma lista própria, mas acabaram se misturando com os outros (por enquanto).

Finalmente, cheguei a isso:

10. O Homem que Copiava (2003)

ohomemquecopiava

André é um operador de fotocopiadora, e aspirante a ilustrador, que quer conquistar sua vizinha, Silvia. Seu contato com o mundo acontece através de seu binóculo e de trechos das páginas que as pessoas levam para copiar. Uma obra pop nacional, com direção de arte e edição muito afiadas, Luana Piovani em roupas curtas, sotaque porto-alegrense, animações e explosões.  De Jorge Furtado (Ilha das Flores), é parte de uma “quase” trilogia que inclui Houve Uma Vez Dois Verões e Meu Tio Matou Um Cara.

9. O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006)

meuspaisdeferias

Mauro é deixado com seu avô paterno judeu, enquanto seus pais fogem da ditadura militar. Apesar de se perder um pouco no ritmo, é um excelente drama dirigido por Cao Hamburger, criador do Castelo Rá-Tim-Bum. Os atores infantis não tinham falas pra decorar,  e a naturalidade deles é um dos pontos fortes do filme.

8. Nina (2004)

nina

Nina tenta sobreviver em São Paulo enquanto é maltratada por Dona Eulália, dona do apartamento onde alugou um quarto. Confesso que eu esperava um pouco mais depois de ver o trailer, mas o primeiro filme do Heitor Dhalia (O Cheiro do Ralo, À Deriva) merece entrar na lista pela direção de arte e pela atuação fantástica da Myriam Muniz, que morreu logo após as filmagens.

7. Copacabana (2001)

copacabana
Alberto completa 90 anos e relembra sua vida em Copacabana. Entre o baralho dos velhinhos, e a vida noturna do Rio de Janeiro, Carla Camurati criou um retrato completo do bairro. Rogéria cantando com voz grossa deixaria qualquer Helena de Maneco assustada.

6. O Invasor (2001)

oinvasor

Estevão, Ivan e Giba são sócios numa construtora. Depois de uma discussão, os dois amigos contratam Anísio para assassinar Estevão e deixar o caminho livre para seus planos na empresa. Paulo Miklos mandou no filme, mesmo quando Mariana Ximenes estava em cena. Podia entrar num top 10 de melhores atuações do cinema brasileiro.

5. Durval Discos (2002)

durvaldiscos

Durval mora com sua mãe, é dono de uma loja de discos parada no tempo, que se nega a vender CDs.  A harmonia da casa muda quando uma criança passa a fazer parte do seu dia-a-dia. A melhor surpresa da década, o filme chama a atenção nos créditos iniciais: um grande plano-sequência através de uma rua paulistana. A comédia leve que dá o tom da primeira metade é substituída por um suspense SURREAL na metade final, aka. o Lado B do filme.

4. Abril Despedaçado (2001)

abrildespedacado

Em 1910, no sertão brasileiro, vive um jovem de vinte anos que passa a ser estimulado pelo pai para vingar a morte de seu irmão mais velho, assassinado por uma família rival, que ele só poderá matar, quando a blusa que seu irmão mais velho estava quando morreu amarelar. Lançou oficialmente a carreira internacional do Rodrigo Santoro em Hollywood. Walter Salles criou um nordeste medieval, e filmou nele uma história de clássica de vingança.

3. Cidade de Deus (2002)

cidadededeus

Na década de 1970, os antigos amigos assumem o comando do tráfico de drogas na comunidade, que agora está ainda mais empobrecida e violenta. Os dois estabelecem prioridades bastante diferentes em suas vidas. O conflito entre o bando de Zé Pequeno contra o único foco de resistência ao seu controle, a área dominada pelo bando de Sandro “Cenoura”. Cidade de Deus extrapolou os limites do cinema nacional, logo no começo da década. Foi a primeira vez em muitos anos que as pessoas festejavam um filme brasileiro dessa forma. Além da temática popular, a direção, a edição, a fotografia, a direção de arte deixaram todo mundo de boca aberta, e ecoaram a produção para o resto do mundo, entrando na lista dos 100 melhores filmes de todos os tempos da revista Time.

2. Lavoura Arcaica (2001)

lavouraarcaica

Lavoura Arcaica narra em primeira pessoa a história de André, que se rebela contra as tradições agrárias e patriarcais impostas por seu pai e foge para a cidade, onde espera encontrar uma vida diferente da que vivia na fazenda de sua família. Um filme denso e extremamente dramático, com uma fotografia impecável. Simone Spoladore, que não tem uma fala, está linda nas cenas de dança. É um daqueles com uma etiqueta “TEM QUE ASSISTIR!”

1. A Máquina (2006)

amaquina

Antônio mora em uma cidade chamada Nordestina, que é muito pequena e nem existe no mapa. Os habitantes de Nordestina aos poucos vão, um a um, deixando a cidade em busca do “mundo”.Em determinado momento, Karina, por quem Antônio é completamente apaixonado, decide ir para o mundo em busca do seu sonho de ser atriz. Em uma tentativa de impedí-la, Antônio promete trazer o mundo à sua amada. Você leu a sinopse, não parece nada demais. E em 2006, filmes com temática nordestina já não eram nenhuma novidade, mas a história de “A Máquina” é romance de fantasia surpreendente, com toques de ficção científica. É o realismo fantástico de João Falcão que, com um encerramento surreal e poético, ganhou seu posto de melhor filme da década.











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