• Facebook
  • Twitter
  • Assine o Feed

Home » Notícias

Por | 09.mai.2011

A mostra “Odete Lara, Atriz de Cinema” refaz a trajetória de uma das mais importantes musas do cinema brasileiro.

Consagrada nos anos 60 e 70, Odete Lara foi dirigida pelos principais diretores brasileiros, destacando-se em filmes como “Bonitinha, mas ordinária”, “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” e “Noite Vazia”.

A mostra, realizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil, com curadoria de João Juarez Guimarães, exibirá 16 de seus longas-metragens no Rio de Janeiro, em Brasília e em São Paulo.

A carreira da atriz é ainda tema do documentário “Retratos Brasileiros: Odete Lara”, que terá uma exibição especial dia 12 no Rio de Janeiro, onde o cineasta Luis Carlos Lacerda e o jornalista João Carlos Rodrigues conversarão com o público após a sessão.

Informações:
Odete Lara, atriz de cinema

Rio de Janeiro (Programação completa disponível)
10 a 15 de maio, terça a domingo
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro – Sala de Cinema 2
Rua Primeiro de Março 66, Centro

Brasília
17 a 29 de maio, de terça a domingo
Centro Cultural Banco do Brasil
SCES, Trecho 2, Conjunto 22

São Paulo
1º a 12 de junho, quarta a domingo
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo – Cinema
Rua Álvares Penteado 112, Centro

Por | 19.fev.2011

O diretor inglês Julien Temple, responsável pelo documentário “O Lixo e a Fúria” (sobre a icônica banda Sex Pistols) está preparando outro trabalho no mesmo formato, o longa intitulado “Children of the Revolution” (crianças da revolução, na tradução livre e literal).

Segundo o site Screen Daily, o longa abordará “as revoluções musicais, políticas e culturais que aconteceram no Rio de Janeiro desde os anos 70, passando pelo lendário festival Rock in Rio em 1985 até os dias de hoje; um período em que o país deixou de ser uma opressiva ditadura militar para se tornar uma das democracias mais vibrantes do planeta”!

Julien Temple virá ao Brasil em setembro, durante o Rock in Rio para filmar as seqüências na cidade maravilhosa.

Imaginem daqui há alguns anos, as próximas gerações assistindo à este documentário e você tendo a certeza de que parte daqueles gritos que abalaram as estruturas do Rock in Rio 2011 vieram de sua garganta? Para quem se empolgou, segue link com as atrações já confirmadas!

Por | 18.fev.2011

Com lançamento agendado para o dia 1º de abril, “As Mães de Chico Xavier” teve seu primeiro cartaz divulgado.

Dirigido por Glauber Filho (Bezerra de Menezes – O Diário de um Espírito) e Emmanuel Nogueira, o filme dá sequencia aos filmes com temática espírita que se destacaram em 2010 no país, como “Chico Xavier”, de Daniel Filho e “Nosso Lar”, de Wagner de Assis.

Apesar de não ser oficialmente uma continuação, o filme que é inspirado no livro “Por Trás do Véu de Isis”, do jornalista e escritor Marcel Souto Maior, traz no elenco o ator Nelson Xavier, que emocionou o público ao dar vida ao médium ano passado, no filme que conquistou mais de 3 milhões de expectadores.

Também estão no elenco Caio Blat, Vanessa Gerbelli, Herson Capri, Gustavo Falvão e Tainá Müller.

Baseado em histórias reais, o filme conta a história de três mães vivendo momentos distintos de suas vidas, que encontram conforto e esperança através de Chico Xavier.

As Mães de Chico Xavier conta a história de três mães, vivendo momentos distintos de suas vidas, que vêem sua realidade se transformar. Ruth (Via Negromonte), cujo filho um jovem que enfrenta problemas com drogas, Elisa (Vanessa Gerbelli), que tenta superar a perda do filho junto com o Marido, o pequeno Theo (Gabriel Pontes), e Lara (Tainá Muller), uma professora que enfrenta o dilema de uma gravidez não planejada, se cruzam quando recebem conforto e reencontram a esperança de vida através do Médium.

Por | 30.jan.2011

Carla Veloso Carros 2

A Pixar está preparando o lançamento de sua principal animação de 2011, a continuação de “Carros”.

Neste segundo filme, Relâmpago e Mate viajam pela Ásia e pela Europa para a Corrida dos Campeões, que percorre cinco países e envolve vencedores do mundo todo em diversas modalidades. Entre os carros campeões está a única representante feminina, Carla Veloso, carioca, campeã de Interlagos e frequentadora assídua do CAR-naval (o trocadilho não é meu, é do filme mesmo).

Ainda não foi divulgado quem fará a voz de Carla, mas o elenco conta com nomes como Owen Wilson, Michael Caine, Michael Keaton e outros.

“Carros 2″ tem estréia prevista para julho de 2011.

Por | 13.jan.2011

2011 já começou bem com a comentada comédia “De pernas pro ar”, mas muitos outros filmes estão em produção. Veja na sequência 5 apostas do SalaBR pra divertir você nos próximos meses.

VEJA TAMBÉM OS ÚLTIMOS TRAILERS DE FILMES BRASILEIROS E AS ESTRÉIAS MAIS RECENTES.

“Brasil Animado”

Brasil Animado

Brasil Animado 3D

É o primeiro filme brasileiro em 3D! Ok, é uma animação… mas também tem live-action e interação entre as duas técnicas. Já publiquei o trailer dele por aqui.

A sinopse fala dos personagens Stress e Relax viajando através do Brasil atrás do “Grande Jequitibá Rosa”, descobrindo as belezas naturais e a cultura brasileira. O diretor Fernando Meirelles faz uma ponta como ele mesmo. Isso me lembrou a “Megaliga MTV de Vjs Paladinos”.

Título: “Brasil Animado”
Diretor: Mariana Caltabiano
Elenco: Eduardo Jardim, Fabiano Perez, Mariana Caltabiano, Fernando Meirelles.
Estréia: 21.01.2011

“As Mães de Chico Xavier”

As mães de Chico Xavier

O filme é centrado na vida de três mães com diferentes problemas em relação a seus filhos: drogas, gravidez indesejada, ausência do marido, morte. Nelson Xavier volta a interpretar o medium Chico Xavier. O ator foi relutante, com medo de criar um rótulo pra si mesmo, mas acabou aceitando a participação.

“As Mães” é a grande aposta para o cinema espírita brasileiro em 2011, dando continuidade aos trabalhos de “Nosso Lar” e “Chico Xavier”.

Título: “As Mães de Chico Xavier”
Diretor: Glauber Filho e Halder Gomes.
Elenco: Caio Blat, Cristiane Gois, Daniel Dias da Silva, Gabriel Pontes, Gustavo Falcão, Herson Capri, Joelson Medeiros, Nelson Xavier, Neusa Borges, Paulo Goulart Filho, Tainá Müller, Vanessa Gerbelli, Via Negromonte.
Estréia: 01.04.2011

“Lutas”

Lutas

Uma animação para o público adulto, acho que isso nunca aconteceu no Brasil. O roteirista Luis Bolognesi dirige seu segundo longa, numa grande empreitada que deixou muita gente curiosa e com boas expectativas.

O filme reconta momentos históricos do Brasil através de um personagem que vive mais 600 anos, interpretado por Selton Mello.

Título: “Lutas”
Diretor: Luis Bolognesi
Elenco: Camila Pitanga, Selton Mello.
Estréia: 02.09.2011

“VIPS”

Vips

Wagner Moura intepreta 6 personagens diferentes pra retratar a vida absurda de Marcelo Nascimento, um mentiroso profissional que viajou o Brasil se passando por policial, líder do PCC e dono da Gol.

O filme é baseado no livro da Mariana Caltabiano (olha ela de novo), que também virou um documentário.

Título: “VIPS”
Diretor: Toniko Melo
Elenco: Wagner Moura, Juliano Cazarré, Jorge D’Elía, Gisele Fróes, Arieta Correia, Roger Gobeth, Norival Rizzo, João Francisco Tottene, Amaury Jr.
Estréia: 25.05.2011

“Bruna Surfistinha”

Bruna Surfistinha

Quase auto-explicativo: fala de sexo, prostituição, conta a história de uma web celebrity e é protagonizado por Deborah Secco, que estará diariamente na tv no próximo semestre, interpretando uma personagem na novela das 9, na TV Globo. Va colar? Veremos.

Mas “Bruna” já é uma produção comentada e um dos temas mais buscados aqui no blog. A Imagem Filmes está preparando 400 cópias e estima que este número pode chegar a 500. Nada mal!

Título: “Bruna Surfistinha”
Diretor: Marcus Baldini
Elenco: Deborah Secco, Cristina Lago, Danielle Winits, Drica Moraes, Fabiula Nascimento, Cássio Gabus Mendes, Guta Ruiz.
Estréia: 25.02.2011

Por | 11.jan.2011

Pe Lanza, Pe Lu, Koba e Thominhas, integrantes da banda Restart, assinaram com a Paranoid Filmes, do diretor Heitor Dhalia, para a criação de um filme sobre a banda.

Ainda não existe anúncio oficial da produtora informando se será uma obra de ficção ou um documentário com imagens de bastidores de shows e viagens. Em entrevista ao Extra, Pe Lu revela a vontade da banda:

“Não será um documentário. Ainda não sabemos de muita coisa, mas podemos garantir que o filme vai mostrar exatamente o que somos e o que nos aconteceu, principalmente de 2009 para cá. Vamos unir realidade e ficção, tentar misturar nossa história com um lado fantasioso. Queremos fazer algo que nos dê prazer. As ideias são muitas, algumas muito loucas até, como usar efeitos especiais e em 3D… Sei lá! A equipe é ótima, tem o Heitor Dhalia (diretor de “Nina” e “À deriva”) e a galera da Paranoid Films, que nos deixam bem à vontade para fazer tudo do nosso jeito.”

Entre as referências dos caras estão filmes como “Moonwalker”, de Michael Jackson, “High School Music” e “Camp Rock”. Vai vendo!

Com certeza vai existir público para esta produção. Já posso ouvir a gritaria e ver as filas na semana de estréia. Os caras vão usar uma fórmula de sucesso (apesar de já estar quase esgotada) e aplicar o seu “estilo”. Acho que podemos esperar muitas cores e muito S2.

Bem que eles poderiam usar como referências filmes como “The Wonders – O Sonho Não Acabou” e “Scott Pilgrim Contra o Mundo”, que tem tudo a ver. Aí, quem sabe, entraria na minha lista de interesse.

Por | 09.jan.2011

“Rio” é a nova animação do diretor brasileiro Carlos Saldanha na produtora Blue Sky Studios. No longa, Blu é uma arara-azul que sempre viveu em cativeiro, nunca aprendeu a voar e não sabe viver fora de casa. Um dia, o pássaro que é nativo do Brasil, mas nunca morou aqui, vai para o Rio e descobre um mundo diferente, fora da gaiola.

No elenco, Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, George Lopez, Jemaine Clement, Jake T. Austin, Bernardo de Paula, Leslie Mann, Tracy Morgan, Will.i.am, Jamie Foxx, Emily Hizzer, Wanda Sykes, Bebel Gilberto, Rodrigo Santoro, Carlos Ponce, Kate del Castillo, Jane Lynch, Neil Patrick Harris.

Veja todos os cartazes na sequência. Ler mais »

Por | 04.jan.2011

Abrindo o calendário 2011 de festivais nacionais, a Mostra de Cinema de Tiradentes está com uma programação imperdível.

São mais de 120 filmes – incluindo pré-estréias nacionais e mundiais – seminários, debates, diversas atrações artísticas e oficinas de produção e reflexão cinematográfica. Detalhe: todas as atrações do festival são gratuitas.

O evento acontecerá na cidade histórica mineira entre os dias 21 e 29 de janeiro. As inscrições para as oficinas (produção, roteiro, interpretação, fotografia, etc) ainda estão abertas.

A programação completa está no site oficial do evento: www.mostratiradentes.com.br.

Os filmes nacionais exibidos dividem-se em três programas: Aurora, Olhares e Vertentes. Os títulos da sessão Aurora são de cineastas em seus primeiros trabalhos e estarão concorrendo aos prêmios do festival. A temática central desta edição será “Inquietações Políticas”.

A 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes inaugura o Cinema sem Fronteiras 2011. Serão instalados três espaços de exibição na cidade: O Cine-Praça (para mais de 2.000 espectadores), o Cine-Tenda (com 700 lugares), e o Cine-Teatro (com 150 lugares).

Que vontade de arrumar a mochila e ir passar uns dias em Tiradentes!

Por | 03.jan.2011

O longa “De pernas pro ar”, do diretor Roberto Santucci bateu neste fim de semana a marca de 500 mil expectadores. O filme estreou na sexta-feira e a expectativa é que ultrapasse 1 milhão de ingressos nos próximos dias. A informação é da coluna Ancelmo.com, do jornal O Globo.

No filme, Ingrid Guimarães é a workaholic Alice, que, depois de uma promoção no trabalho, perde o controle de seu casamento e de sua vida profissional. Alice se reencontra ao formar uma sociedade com Marcela, interpretada por Maria Paula, para aumentar as vendas do sex shop “Sex Delícia”.

Este é o terceiro longa de Santucci, que dirigiu também “Bellini e a Esfinge”. O elenco tem vários atores conhecidos: Ingrid Guimarães, Vladimir Brichta, Giovanna Antonelli, Juliana Paes, Arlete Salles, Flávia Alessandra, Maria Paula, Bruno Gagliasso, Bruno Garcia, Antonio Pedro, Ricardo Barrão.

Por | 02.jan.2011

Quando 2010 começou, a discussão sobre o cinema nacional estava focada apenas na controversa cinebiografia do, então presidente, Lula. Apesar das expectativas, ninguém poderia realmente imaginar o que se passaria na sequência. Foi o ano da consagração das cinebiografias, do contínuo fortalecimento do documentário, da chegada dos temas espíritas às telas e do blockbuster brasileiro: “Tropa de Elite 2″.

A superestimativa de uma cinebiografia
“Lula, o Filho do Brasil” estreou no primeiro dia do ano, debaixo de expectativa, apreensão e muito falatório da imprensa. As manchetes falavam do custo da produção, do possível uso da influência do presidente para conseguir apoiadores e do valor político de um filme deste tipo em ano eleitoral. A Veja forçou a barra e acusou de ser “parte de um projeto de endeusamento do presidente”, e continua ainda hoje batendo em cachorro morto em seus blogs. Nem o acidente grave sofrido pelo diretor Fábio Barreto, cerca de 10 dias antes da estréia, aliviou as críticas.

O sucesso do filme foi mediano, assim como seu enredo. Na primeira quinzena foram cerca de 500 mil pessoas, e o total ficou longe dos 12 milhões de espectadores almejados pelo diretor. Apesar de se basear numa história rica de acontecimentos, uma autêntica jornada do herói, “Lula” não empolgou, acabou sendo óbvio demais. O ponto alto, realmente alto, foi a performance de Gloria Pires como dona Lindú. A mulher foi excepcional!

As acusações de mostrar uma história maquiada, amenizando a figura de Lula, foram até coerentes, e podem ter alguma relevância política, mas quando olhamos pelo prisma artístico elas perdem seu valor. Uma obra de ficção ainda é uma obra de ficção, mesmo que apoiada em zilhões de fatos reais. No fim das contas o trabalho da imprensa teve um efeito reverso, pelo menos em mim, gerando uma expectativa maior. Fui assistir no cinema um filme que provavelmente pegaria em dvd ou mesmo na tv.

Os espíritas vão ao cinema
Finalmente os produtores perceberam a oportunidade que tinham ao produzirem adaptações de livros espíritas para as telas. O país tem uma das maiores populações seguidoras da doutrina e cria um best-seller atrás do outro. Além disso, os centros espíritas são canais valiosos para divulgação das obras. Eu vi cartazes colados em painéis informativos e pessoas recomendando os filmes nos corredores. Uma rede social, quem diria?

“Chico Xavier” e “Nosso Lar” foram os grandes representantes desta nova onda, ficando respectivamente em segundo e terceiro lugar na bilheteria de filmes brasileiros em 2010. O primeiro, um filme extremamente emocional dirigido por Daniel Filho, cheio de atuações memoráveis. Há que se descontar a característica do diretor em pesar a mão um pouco e tornar o filme meio televisivo. O segundo, uma superprodução cheia de efeitos especiais, com apelo grande apelo popular, apesar da direção inconsistente.

Nesse momento não quero discutir a fundo o aspecto artístico dos dois. Acho que tiveram muito mais pontos positivos do que negativos, mas não podemos negar o valor comercial das duas obras. O Brasil precisa de mais “filmes de entretenimento”, que atraem o grande público e geram dinheiro para que os “filmes de arte” sejam produzidos com mais tranquilidade.

A era de ouro dos documentários

O cinema de documentário vem numa crescente animadora, que nos deu coisas como “Simonal – Ninguém sabe o duro que dei” e “Alô alô Terezinha”. Os destaques deste ano foram “Uma Noite em 67″ e “Terra Deu, Terra Come”, vencedor do “É Tudo Verdade”. Mas muitas coisas boas surgiram: “Dzi Croquettes”, “Cildo”, “Elza”, “José e Pilar”, “Rita Cadillac – A Lady do Povo” e os docs de futebol impulsionados pelo sucesso de “Todo Poderoso, o filme: 100 anos de Timão”.

O cinema jovem
O público adolescente, carente de produções específicas, começou a ver esse panorama mudar um pouco. Dois filmes relevantes deste ano foram “Os Famosos e os Duendes da Morte”, do estreante Esmir Filho, e “As Melhores Coisas do Mundo”, de Laís Bodanzky. Os dois cheios de contrastes: Laís aponta sua câmera para a classe média, os dramas escolares, o sexo e a diversão. Esmir é mais intimista, fala de Bob Dylan, da tristeza adolescente, da falta de perspectivas. Em comum a internet, a tecnologia e as novas formas de comunicação que mudaram completamente essa geração.

O arrasa-quarteirões do Brasil
A unanimidade do ano foi “Tropa de Elite 2″. Todo mundo viu, todo mundo gostou e todo mundo se surpreendeu. José Padilha ampliou o conceito do filme, elevou o nível e bateu na cara de geral: polícia, bandidos, políticos, direitos humanos, classe média. Era de sair do cinema com cara de bunda, depois de ter ido lá esperando por um banho de sangue. “O público entendeu que o Capitão Nascimento era um herói? Então vou fazer ele virar um herói.”, deve ter pensado o diretor ao começar a planejar a continuação.

Foi genial, e deu certo! Maior bilheteria da história do cinema brasileiro, maior número de espectadores, a quinta maior abertura do cinema brasileiro.

O diretor, além de participar de toda a produção, arquitetou a estratégia de distribuição do filme, independente de grandes distribuidoras, o que o fez arrecadar cerca de 102 milhões de reais. É um dos primeiros filmes auto-suficientes, depois da Retomada. Não usou grana de incentivo do governo e ainda gerou lucros para que a produtora possa realizar novas obras.

Essa atitude louvável e corajosa mostra como a produção de cinema pode se levantar e andar com as próprias pernas, e aumenta a responsabilidade dos realizadores para superar as expectativas novamente, fazendo de 2011 mais um ano de sucesso para o cinema brasileiro.

Por | 14.dez.2010

“Tropa de elite 2″, de José Padilha, tornou-se o filme mais visto da história do cinema brasileiro, com um total de 10.736.995 espectadores acumulado após nove semanas de exibição.

Quem acompanhou desde o começo a movimentação dos cinemas em torno de Tropa de Elite 2 recebeu sem surpresa a notícia divulgada na última semana. Nós já esperávamos que algo assim fosse acontecer.

Mas ainda assim, quando a confirmação realmente chegou, uma emoção, daquelas que criança sente quando ganha um presente – mesmo quando já sabe que vai ganhar alguma coisa – tomou conta de muita gente.

Eu nem era nascida quando um filme nacional levou mais de 10 milhões de espectadores para as salas de cinema.  Muitos anos se passaram e os “filmes brasileiros” não chegavam nem perto de atrair tão grande público.

Lembro-me de que quando mais nova, eu mesma não me interessava pelas produções nacionais, e não me dirigia a salas de cinema onde as falas dos personagens não precisassem ser legendadas para ser entendidas. Fiz parte, no entanto, do público que começou a prestar mais atenção quando Cidade de Deus chegou aos cinemas.

A partir daquele ponto, ao menos na minha visão de espectadora, as produções começaram a ser mais livres, bem acabadas… Mais ousadas. E é isso que atrai grande parte dos fãs de cinema. E também o público que está em busca de diversão. Quando a produção é bem feita, você sente gosto de ir ao cinema. E quando a produção é bem feita cativa o público.

Aquela necessidade de fazer cinema “made in brazil” como um artigo de apreciação restrita começou a ser deixada de escanteio, as produtoras nacionais viram como levar os espectadores ao cinema e começaram a fazer isto. As comédias, os temas históricos, os romances, os thrillers policiais e as bonitinhas “comédias românticas” chegaram às salas de cinema assinadas por brasileiros e com elenco essencialmente nacional, mudando a concepção do público na hora de comprar ingressos.

Ouço muitas pessoas criticarem o gosto do “povo brasileiro”. Que o primeiro “Tropa de Elite”, por exemplo, só atraiu milhares de espectadores – não contabilizados oficialmente no mercado ‘paralelo’ – porque abordava o estreito, e muitas vezes vão, eixo realidade – violência.

Eu particularmente não sou fã de filmes de ação, de pancadaria, palavrões, ou de mocotó, por exemplo.

Mas quando estamos falando na ida do público brasileiro às salas de cinema para conferir material nacional, por enquanto precisamos deixar de lado as preferências pessoais e prestar atenção na “transformação” da produção audiovisual brasileira, e no impacto que ela tem sobre a população.

Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro” levou aos cinemas críticos e cinéfilos, mas levou também o público de cinema. A maioria das pessoas não comenta o figurino, a maquiagem, a iluminação, a fotografia, ou o roteiro do filme, mas vibra com o resultado final da obra. E o objetivo do verdadeiro cinema só se concretiza assim, quando consegue atingir as pessoas, quando chega ao público.

E o resultado das bilheterias mostrou que no Brasil as pessoas estão mudando, e começando a valorizar a produção nacional, mas que também as produções nacionais estão se preocupando mais em atrair o público.

Então a gente vibra sim quando fica sabendo que 10.736.995 foi o número atingido pelo “Tropa de Elite 2” nos cinemas após 9 semanas de exibição, rodeado por um intenso trabalho contra as cópias “alternativas”.

Sinceramente, não ligo se o tema do filme é este ou aquele. É produto nacional, é bem feito e deve ser apreciado.

Por | 24.nov.2010

Começou nesta terça, 23 de novembro, a 43ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Até dia 30, trabalhos de cineastas de todo o país poderão ser conferidos em diversos pontos culturais do Distrito Federal.

Durante o Festival, o público poderá estabelecer contato com cineastas e realizadores nos debates pós-sessão, além de participar de seminários, oficinas, palestras e lançamentos de filmes e livros.

Um dos seminários este ano está abordando a implementação de acessibilidade no festival para o público com necessidades especiais.

Entre os longas que disputam o Candango de melhor filme, está “Amor?”, novo trabalho do diretor João Jardim (de “Janela da alma”). O filme é uma mistura de documentário e ficção, onde os atores interpretam relatos verdadeiros e surpreendentes de pessoas envolvidas em relações amorosas que são pautadas pela violência, seja qual a forma em que ela se apresenta.  O filme reúne nomes como Julia Lemmertz, Lilia Cabral e Eduardo Moskovis no elenco.

Também concorrem  “Transeunte” de Eryk Rocha (“Pachamama”), “A alegria”, da dupla Felipe Bragança e Marina Meliande, premiada no Festival de Tiradentes, “Os residentes”, de Tiago Mata Machado, “Vigias”, de Marcelo Lordello e “O céu sobre os ombros”, longa de estréia do mineiro Sérgio Borges, que também explora nuances entre o documental e o ficcional ao contar a história de três personagens em busca da superação dos limites de uma vida simples.

Na abertura do festival, na terça-feira (23), uma edição restaurada do filme Lilian M: Relatório Confidencial (1975), de Carlos Reichenbach foi exibida aos convidados.

A programação detalhada, incluindo o calendário de atividades paralelas pode ser acessada no site oficial do festival. www.festbrasilia.com.br.

Curiosidades

O festival é promovido pelo Governo do Distrito Federal, desde 1965. Para a realização do evento, o investimento este ano chegou a R$ 2,5 milhões. O festival distribuirá um total de R$ 555 mil em prêmios oficiais, além do troféu Candango. Este ano o festival recebeu a inscrição de 459 produções.











Destaques



Curta da Semana



Blogroll



Newsletter

Receba as atualizações do SalaBR
por e-mail: