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Por | 18.dez.2009

Uma das idéias que acompanharam a criação do SalaBR foi fazer a adaptação de um projeto gringo em que designers reinventam cartazes de filmes.

Convidei algumas pessoas, que pra minha surpresa aceitaram, e entre elas o talentoso Raphael Morone, que dá o chute inicial do EM CARTAZ com uma ilustração bacana baseada no filme Durval Discos, de Anna Muylaert.

Olha só o resultado:

emcartaz_durval_morone

Raphael Morone, 22 anos, santista. Adentrou no design através de suas três paixões: música, futebol e a arte moderna russa. Criou o coletivoACTION em Outubro de 2008 propondo um desvio de rota na atual arte contemporânea brasileira. “Como existir essa exacerbação e proliferação tão grande da arte no brasil no século XXI, se nenhuma logra o alicerce principal e óbvio que faz a arte, arte: a ruptura?” – Indagações como essa, em conjunto com Santos e seu excêntrico cotidiano, criam o mote para a existência da principal linguagem da ACTION e Raphael Morone.

Mais trabalhos dele:
www.flickr.com/raphaelmorone
www.coletivoaction.com

Se você é designer ou ilustrador e quer participar do projeto, me escreve no contato@salabr.com.

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Começar um blog no meio de dezembro é meio caótico, mas uma das coisas bacanas é ter pretextos para criar listas. E com uma década terminando, melhor ainda.

Lembrando que reflete minha opinião pessoal, e está limitada aos filmes que eu assisti. A outra opção seria apelar aos resultados dos festivais ou à quantidade de espectadores nas salas. Acredite, seria mais confuso. Em 2007, enquanto o Festival de Brasília premiava o (insira seu adjetivo pejorativo) Cleópatra, o público abençoava o Capitão Nascimento.

Para manter uma certa ordem, excluí documentários, deixando de lado coisas boas, como Estamira. Por precaução, criei também uma cota de apenas um filme com temática de tráfico e favela. E os filmes com o Selton Melo ganhariam uma lista própria, mas acabaram se misturando com os outros (por enquanto).

Finalmente, cheguei a isso:

10. O Homem que Copiava (2003)

ohomemquecopiava

André é um operador de fotocopiadora, e aspirante a ilustrador, que quer conquistar sua vizinha, Silvia. Seu contato com o mundo acontece através de seu binóculo e de trechos das páginas que as pessoas levam para copiar. Uma obra pop nacional, com direção de arte e edição muito afiadas, Luana Piovani em roupas curtas, sotaque porto-alegrense, animações e explosões.  De Jorge Furtado (Ilha das Flores), é parte de uma “quase” trilogia que inclui Houve Uma Vez Dois Verões e Meu Tio Matou Um Cara.

9. O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006)

meuspaisdeferias

Mauro é deixado com seu avô paterno judeu, enquanto seus pais fogem da ditadura militar. Apesar de se perder um pouco no ritmo, é um excelente drama dirigido por Cao Hamburger, criador do Castelo Rá-Tim-Bum. Os atores infantis não tinham falas pra decorar,  e a naturalidade deles é um dos pontos fortes do filme.

8. Nina (2004)

nina

Nina tenta sobreviver em São Paulo enquanto é maltratada por Dona Eulália, dona do apartamento onde alugou um quarto. Confesso que eu esperava um pouco mais depois de ver o trailer, mas o primeiro filme do Heitor Dhalia (O Cheiro do Ralo, À Deriva) merece entrar na lista pela direção de arte e pela atuação fantástica da Myriam Muniz, que morreu logo após as filmagens.

7. Copacabana (2001)

copacabana
Alberto completa 90 anos e relembra sua vida em Copacabana. Entre o baralho dos velhinhos, e a vida noturna do Rio de Janeiro, Carla Camurati criou um retrato completo do bairro. Rogéria cantando com voz grossa deixaria qualquer Helena de Maneco assustada.

6. O Invasor (2001)

oinvasor

Estevão, Ivan e Giba são sócios numa construtora. Depois de uma discussão, os dois amigos contratam Anísio para assassinar Estevão e deixar o caminho livre para seus planos na empresa. Paulo Miklos mandou no filme, mesmo quando Mariana Ximenes estava em cena. Podia entrar num top 10 de melhores atuações do cinema brasileiro.

5. Durval Discos (2002)

durvaldiscos

Durval mora com sua mãe, é dono de uma loja de discos parada no tempo, que se nega a vender CDs.  A harmonia da casa muda quando uma criança passa a fazer parte do seu dia-a-dia. A melhor surpresa da década, o filme chama a atenção nos créditos iniciais: um grande plano-sequência através de uma rua paulistana. A comédia leve que dá o tom da primeira metade é substituída por um suspense SURREAL na metade final, aka. o Lado B do filme.

4. Abril Despedaçado (2001)

abrildespedacado

Em 1910, no sertão brasileiro, vive um jovem de vinte anos que passa a ser estimulado pelo pai para vingar a morte de seu irmão mais velho, assassinado por uma família rival, que ele só poderá matar, quando a blusa que seu irmão mais velho estava quando morreu amarelar. Lançou oficialmente a carreira internacional do Rodrigo Santoro em Hollywood. Walter Salles criou um nordeste medieval, e filmou nele uma história de clássica de vingança.

3. Cidade de Deus (2002)

cidadededeus

Na década de 1970, os antigos amigos assumem o comando do tráfico de drogas na comunidade, que agora está ainda mais empobrecida e violenta. Os dois estabelecem prioridades bastante diferentes em suas vidas. O conflito entre o bando de Zé Pequeno contra o único foco de resistência ao seu controle, a área dominada pelo bando de Sandro “Cenoura”. Cidade de Deus extrapolou os limites do cinema nacional, logo no começo da década. Foi a primeira vez em muitos anos que as pessoas festejavam um filme brasileiro dessa forma. Além da temática popular, a direção, a edição, a fotografia, a direção de arte deixaram todo mundo de boca aberta, e ecoaram a produção para o resto do mundo, entrando na lista dos 100 melhores filmes de todos os tempos da revista Time.

2. Lavoura Arcaica (2001)

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Lavoura Arcaica narra em primeira pessoa a história de André, que se rebela contra as tradições agrárias e patriarcais impostas por seu pai e foge para a cidade, onde espera encontrar uma vida diferente da que vivia na fazenda de sua família. Um filme denso e extremamente dramático, com uma fotografia impecável. Simone Spoladore, que não tem uma fala, está linda nas cenas de dança. É um daqueles com uma etiqueta “TEM QUE ASSISTIR!”

1. A Máquina (2006)

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Antônio mora em uma cidade chamada Nordestina, que é muito pequena e nem existe no mapa. Os habitantes de Nordestina aos poucos vão, um a um, deixando a cidade em busca do “mundo”.Em determinado momento, Karina, por quem Antônio é completamente apaixonado, decide ir para o mundo em busca do seu sonho de ser atriz. Em uma tentativa de impedí-la, Antônio promete trazer o mundo à sua amada. Você leu a sinopse, não parece nada demais. E em 2006, filmes com temática nordestina já não eram nenhuma novidade, mas a história de “A Máquina” é romance de fantasia surpreendente, com toques de ficção científica. É o realismo fantástico de João Falcão que, com um encerramento surreal e poético, ganhou seu posto de melhor filme da década.

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A adaptação do livro “As Vidas de Chico Xavier” foi dirigida por Daniel Filho, e está na lista dos filmes nacionais mais esperados de 2010. O dia-a-dia das filmagens foi contado no blog oficial, que tem um monte de fotos de produção, algumas selecionadas e publicadas logo abaixo do teaser.

O lançamento dever ser em abril, e no elenco uma galera: Giovanna Antonelli,Tony Ramos, Letícia Sabatella, Christiane Torloni, Jean Pierre Noher, Laura Cardoso (como ela mesma), Ailton Graça, Cássia Kiss, Paulo Goulart, Cássio Gabus Mendes, Giulia Gam, Luís Melo, Pedro Paulo Rangel, Ana Rosa. Para as 3 fases da vida de Chico foram escalados os atores Ângelo Antônio, Mateus Rocha e Nelson Xavier (foto abaixo).

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Uma boa sacada de Beatriz Seigner, o filme é quase uma sátira das produções de Bollywood. Não chega a ser um mocumentário, apesar da sensação criada pelos enquadramentos e da câmera na mão. Me deixou bem curioso. Foi exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, mas não existe nenhuma informação sobre a data de estréia nas salas comerciais.

Três atrizes brasileiras decidem tentar a sorte em Bollywood, indústria cinematográfica da Índia, mas uma vez inseridas no coração da cultura e mitologia indiana, seus sonhos se modificam no contraste entre o oriente e o ocidente, o ancestral e o novo, entre os valores individuais e coletivos.

Bollywood Dream é dirigido por Beatriz Seigner, que atuou em Linha de Passe, e tem no elenco Paula Braun (O Cheiro do Ralo), Lorena Lobato (Hotel Atlântico, O Cheiro do Ralo), a estreante Nataly Cabanas e vários atores indianos.

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Não sei se vocês notaram, mas na barra lateral tem uma aba de indicações. Ali eu vou colocar, periodicamente, curtas e outras coisas. De cara, tem um curta engraçadinho de 1996, que resume a história do povo de Santos, minha cidade natal.

A direção é do André Klotzel, e o elenco é basicamente Ney Latorraca.

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Este é um dos filmes dos quais falei no primeiro post. Provavelmente eu não saberia da existência se não tivesse pesquisando para o blog.

Vinícius Reis, no seu primeiro longa de ficção, conta um drama familiar que se desenrola no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. Maria Padilha e Chico Díaz são os protagonistas, e na trilha sonora tem uma inédita do Pedro Luís.

O ar descompromissado da trama pesa a favor do roteiro, e deve agradar principalmente o público carioca, que conhece a história do bairro. A resenha da revista Cinética é positiva, e me deixou mais curioso para assistir. Pena que está em exibição em poucas salas. Mas distribuição é do MovieMobz, então corre lá pra pedir o filme na sua cidade.

Paulo, professor do ensino médio, e Teresa, gerente de uma lanchonete, vivem um casamento sólido. Juntos com a filha Bel, uma adolescente de 15 anos, eles formam uma típica família de classe média brasileira. Ambos cultivam o sonho da casa própria, mas o orçamento apertado apenas paga as contas. Quando Paulo aceita uma proposta para escrever um livro sobre a Tijuca, bairro carioca em que residem, eles começam a vislumbrar dias mais prósperos.

Praça Saens Peña é dirigido por Vinícius Reis (A Cobra Fumou). No elenco Chico Díaz, Maria Padilha, Gustavo Falcão, Isabella Meirelles, Aldir Blanc, Guti Fraga, Satela Brajterman, Maurício Gonçalves, Rosana Barros, Regina Melo, Caio Reis, Lili Rose, Márcio Fonseca, Leandra Miranda, Zé Mário Farias.

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Estreou essa semana o primeiro filme da diretora Isa Albuquerque, Ouro Negro, que reconta a descoberta das primeiras jazidas de petróleo no Brasil. O tema se encaixa bem no momento histórico em que o país está, com a exploração do pré-sal e tudo mais. E a história oficial é obscura, com jogos de interesse, assassinatos e traições, ítens suficientes para desenvolver um bom roteiro.

É possível que o filme surpreenda, mas o trailer não empolga. Parece que funcionaria melhor dividido em 4 episódios e exibido no começo da madrugada em qualquer tv aberta. É um bom programa para quem não se incomoda de ver novela na sala de cinema.

Alagoas, 1910. O médico e geólogo alemão José Gosch (Odilon Wagner) desenvolveu uma pequena fábrica de beneficiamento de xisto. Seu sonho, porém, é implantar uma companhia de petróleo. Em uma trama de paixões e sonhos, apenas um objetivo: o sonho do progresso nacional.

Ouro Negro é dirigido por Isa Albuquerque, e tem no elenco Luíza Curvo, Chico Díaz, Thiago Fragoso, Malu Galli, Felipe Kannenberg, Danton Mello, Maria Ribeiro, Walter Rosa, Odilon Wagner, entre outros.

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surfistinha

Começam a surgir as primeiras informações sobre o filme “O Doce Veneno do Escorpião”, baseado no livro que conta a história da garota de programa Bruna Surfistinha. Segundo o site Famosidades, Raquel Pacheco (a  Bruna da vida real) fará uma ponta como garçonete numa cena em que Deborah Secco e Cassio Gabus Mendes gravaram em um restaurante de São Paulo.

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Perto de fazer 40 anos, Baby (Glória Pires) vive só no apartamento que herdou da mãe, dando aulas de violão para alunos desinteressados, disputando com as irmãs cacarecos de família, e fumando um cigarro atrás do outro. Quando Max (Paulo Miklos), músico que vive de tocar sambão em uma churrascaria, se muda para o apartamento vizinho, ela lembra que a vida pode ser mais interessante. Por amor, enfrentará uma luta desesperada contra o cigarro, sem saber que uma ameaça muito maior à sua felicidade a espera na esquina.

Ganhador do prêmio de melhor filme no Festival de Brasília 2009, é o segundo longa de Anna Muylaert. Tem participações de Lourenço Mutarelli, André Abujamra, Marisa Orth e Pitty.

Bem aguardado, já que Anna dirigiu o clássico Durval Discos, e parece manter o estilo de personagens parados no tempo, relação com a música e reviravoltas inesperadas.

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Wagner, jovem garçom do aeroporto (Jonathan Haagensen) decide imigrar ilegalmente para Nova Iorque, mas é impedido por Justina (Marília Pêra), a supervisora local. Sentindo-se culpada, ela decide treinar Wagner para um concurso musical e ajudá-lo a conseguir dinheiro.

É o primeiro longa brasileiro do diretor Allan Fiterman, que trabalhou algum tempo nos Estados Unidos como produtor.

Ainda não assisti, mas já li críticas algumas críticas negativas. Dizem que tem muita influência de comédias americanas, mas o trailer me lembrou cenas daquele francês, Um Lugar na Platéia. A temática é parecida também,  mas não acredito que os dois filmes tenham alguma relação.

Vá ao cinema se você gostar muito da Marília Pêra.

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A idéia de criar um blog sobre cinema nacional veio depois que percebi o quanto eu gostava de assistir trailers, e esperar ansioso pela estréia dos filmes. E de como isso não rolava com a produção nacional.

audiencebr

Achei que alguma coisa tava errada. É verdade que o cinema brasileiro atual, visto de longe, não tem muita consistência. Mas analisando de perto, dá pra encontrar coisas boas aqui e ali, e até criar uma expectativa em relação às próximas produções. O que falta, então? Assistir mais! Mesmo com pouco espaço nas salas e na tv, ainda existem o dvd e o download, ao qual eu sou completamente favorável.

Depois de uma pesquisa no google, confirmei a suspeita: no Brasil, a divulgação dos filmes não é forte o bastante para empolgar o público. Com excessão das produções da Globo Filmes, as notícias estão muito espalhadas pelos portais e grandes jornais, os trailers passam batido, e os filmes também.

Foi então que criei o SalaBR. Não que eu tenha pretensão de mudar tudo. Quero é saber sobre as futuras produções, ficar animado, assistir e comentar com os amigos.

Mas se você não me conhece e ficar empolgado mesmo assim, volte aí de vez em quando.
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Você sempre vai encontrar novidades e discussões sobre a produção audiovisual do Brasil, incluindo longas, curtas, ficções, documentários, animações, e até series de tv.

Então pipoca aí, que a sessão vai começar.

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