“Me orgulho de ter feito um filme que mostra mais abraço que tiroteio.”
Jeferson De, diretor de Bróder, em entrevista à Revista Época São Paulo
Contrariando as previsões de que todo filme nacional segue a linha “É sangue? Bota no ar!”, Bróder estreia hoje enchendo de orgulho o diretor Jeferson De.
O primeiro longa-metragem de Jeferson se passa no Capão Redondo, periferia de São Paulo, e já foi apresentado no Festival de Berlim 2010. Além disso, levou cinco prêmios no Festival de Gramado, incluindo o de Melhor Filme, e quatro no Festival de Paulínia.
As discussões em torno de Bróder começaram logo no início das filmagens, há cerca de dois anos, quando Caio Blat foi anunciado como protagonista. Entidades e organizações do movimento negro, e até a imprensa, chegaram a questionar a escolha de um ator branco para interpretar Macu (referência à Macunaíma, o herói sem caráter).
O próprio ator também se envolveu em uma situação, no mínimo, polêmica. Com a cabeça raspada para viver o personagem, Caio Blat foi à mídia contar que foi vítima de preconceito ao ser expulso de um restaurante paulistano por um garçom que achou que ele iria assaltar o estabelecimento.
Acima de todos esses ‘causos’, é válido saber que Caio Blat fez laboratório para compor o personagem in loco, alugando uma casa no Capão durante as gravações e até comprando um Fusca para circular por lá.
Bróder conta a história de três amigos moradores do Capão Redondo que seguem rumos diferentes na vida. Macu (Caio Blat) se envolve com o crime e não consegue sair do bairro. Jaiminho (Jonathan Haagensen) se tornou um famoso jogador de futebol e Pibe (Sílvio Guindane) é um mediano corretor de seguros. No aniversário de Macu, os três se encontram e põem em xeque a amizade de infância e as próprias vidas.
Com Caio Blat, Jonathan Haagensen, Sílvio Guindane, Cássia Kiss, Ailton Graça, Zezé Motta.









